Sobretudo Sobre Tudo

Abril 10, 2008

ENDEREÇO NOVO

Arquivado em: 1 — Bruno Ribeiro Abreu @ 11:27 pm

Abril 9, 2008

pobre estudante

Arquivado em: Geral — Bruno Ribeiro Abreu @ 11:46 pm
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Outro dia, conversando com estranhos, surgiu o assunto testes psicológicos, logo em seguida veio a pergunta, você já fez teste de Q.I.? e quanto deu? Respondi humildemente, e para minha surpresa recebi a réplica, e o que isso quer dizer? Muito, pouco, normal? Parei um pouco, analisando aquela besta que cursava psicologia, conclui que se eu falasse o tamanho do meu pênis, ele teria noção se era muito, pouco ou normal, mas falando de um tópico totalmente relevante para seu curso, ele não entendia bulhufas. Seria como se eu, enquanto estudante de economia, não soubesse interpretar um índice de preços.

Menos de 48 horas depois, comprei um café e um jornal. Logo de cara, na primeira página, vejo a foto desse estudante invadindo a reitoria da nossa universidade federal. Não sei porque não fiquei muito surpreso, apenas dei uma risada e um gole de café.

Mais um dia no Céu

Arquivado em: Filosofia, Geral — Ribeiro Neto @ 10:48 pm
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Tales e homem, andando por lá, avistam uma jovem em evidente amargura.

- Quem será? - pergunta Tales.

- Me disseram certa vez, - responde-lhe o outro - mas seu nome é difícil. Como não soube pronunciar, preferi esquecer.

- Mas por que encontra-se em estado tão lamentável? Não achei que isso fosse possível por estas bandas.

- Dizem que matou os pais.

- Mas então…

- Pois é, todos se fazem essa pergunta. O que importa é que aqui está, mas passa em permanente lamúria. Nunca vi tamanha tristeza.

- Que inferno.

Abril 8, 2008

Algumas Notas

Arquivado em: 1 — tpalingenius @ 8:17 am
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Recentemente, um bando de desocupados no Campus da UFMG ensejou uma confusão envolvendo a Polícia Militar e exibição de um filme-panfleto pró-maconha. Como sói acontecer em semelhantes casos, a comunistada levou algumas cacetadas e saiu chorando aos quatro ventos as bobagens de sempre. Não é a oportunidade de entrar no mérito da questão, mas surge alguma pergunta: se todos sabem que a petralhada ali tinha um parti pris a respeito do tema, que todos são, provavelmente, usuários da droga, que a ‘discussão’ ali já tinha um desfecho predeterminado, vem a indagação - por que os vadios não estavam estudando? Qual a razão de parasitar o espaço público e o tempo alheio com essa ordem de preocupações?

A melhor forma de evitar uma discussão, é promover um ‘debate’ (na acepção comunista do termo).

***

Se os luminares da Ciência já pontificaram que raça não existe, que tal conceito não encontra respaldo biológioco, que é uma construção social, etc etc, por que a imprensa continua a veicular reportagens de tal tipo ‘tal neguinho é x % branco e y % negro’? Qual a razão dessa recalcitrância? Não temem ser, mui justamente, chamados de ‘inimigos da Razão’, ‘adversários do Povo’, ‘reacionários filo-clericais’, etc etc?

Se raças não existem, como afirmar que da mistura delas alguma estrura biológica possa surgir? Se alguma entidade não existe, a composição de espécies dela não poderia ser chamada de ‘mistura’, dado que tal conceito implica a potencial discernibilidade das partes dentro do todo.

Ou seria apenas uma ens rationis usada, seletivamente, pelos negros racistas para levar uma boquinha do dinheiro público?

***

Outra pergunta:  cada palerma que já teve algum contato com o mundo acadêmico brasileiro não sente escrúpulos em afirmar que ‘toda manifestação cultural assenta somente em aspectos contigentes de dado discurso de poder’ como uma verdade indiscutível. Toda a ‘naturalização’ de alguma coisa seria resquício de uma ciência social reacionária e serviria a propósitos ideológicos da classe dominante.

Por que então os viados repelem o termo ‘opção sexual’ como algo infamante, preceituando, ao revés, o uso da locução ’orientação sexual’? -dizem que ser viado é algo inerente e congênito, não sendo suscetível de ‘escolha’ ou ‘opção’.

Se isso não é contradição, não sei o que seja uma.

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Para quem ainda não viu: http://www.youtube.com/watch?v=bNF_P281Uu4

Abril 7, 2008

o fabuloso destino de um militante de esquerda

Arquivado em: Geral — Bruno Ribeiro Abreu @ 5:34 pm
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Há sentimentos que ignoram a razão. Os mesmos sentimentos que fazem o enamorado perdoar as ofensas de seu amor, faz nosso militante esquerdista perdoar as atrocidades cometidas pelos regimes comunistas. Sobre o efeito das lembranças do que um dia fez tanto sentido e o fez se sentir tão bem, acaba ignorando os milhares morrendo de fome, a censura, os fuzilamentos, a arrogância e a prepotência do líder, alvo de sua devoção. Depois de ter todas suas energias sugadas por essa paixão juvenil, se ele não conseguir desistir dessa idéia, só lhe restará o conformismo, onde não há progresso, nem magia.

É bom ter a quem culpar.

Arquivado em: Geral — Ribeiro Neto @ 4:06 pm
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Sempre combato a atitude covarde e preguiçosa de culpar o Estado e esperar que ele solucione seus problemas. Contudo, uma vez que é só o que resta e se tem a quem culpar, por que não?

Imagine que você é um ginasta, esperança de medalha olímpica do seu paisinho nada tradicional no esporte. Foram anos de dedicação quase exclusiva. Sempre teve de colocar os treinos em primeiro lugar, nunca chapou, nunca fumou, nunca tomou uma suquitinha para descontrair, em suma, nunca passou pelos rituais essenciais de uma adolescência tipicamente brasileira.

E agora você está no ápice do esforço e da dedicação, faltando poucos meses para atingir sua meta quando… É preciso submeter-se a uma operação no joelho. Logo no joelho! Você sempre via o drama dos jogadores de volley encerrando a carreira graças a problemas dessa sorte e agradecia a Deus por não sofrer desse mal. Pois é. Azar da porra. Quem mandou escutar a namorada e tentar imitar a página 12 daquele livrinho que as amigas deram a ela de presente? Mas você é um ginasta… não pode ser tão difícil assim!

Contra todas as expectativas, você sai da operação com bons sinais de recuperação. Ainda melhor, em seis dias você já está treinando e apresentando uma recuperação sem precedentes, quando…

Dengue, a doença que vem matando muito no segundo ano do segundo mandato do presidente Lula.

O que fazer? Realmente, não restam muitas opções. Pelo menos é confortante ter a quem culpar.

Abril 6, 2008

Tolerância III

Arquivado em: 1 — Ribeiro Neto @ 4:14 am
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Quem é você para encerrar uma discussão acerca de qualquer assunto que seja?

O pressuposto de uma deliberação democrática é a certeza de que a parte vencida terá nova oportunidade de tornar-se vencedora. A perpetuidade do discurso é o elemento que permite evitar a ditadura da maioria.

Quem é você para vetar uma linha de pensamento?

Logo você, que já pensou tantas coisas execráveis e espera que tenham escapado à incessante fiscalização de uma entidade metafísica.

Quem é você para decidir que sua opinião é a verdade? Quem é você para decidir que a sua verdade é melhor que a do próximo?

Respeite o ritual do conhecimento. Da mesma forma que você elaborou seu discurso por influências dos conceitos e opiniões latentes no universo social, o próximo também o fez. Seu discurso pode valer mais que o dele em vários aspectos analisados separadamente. Isso não implica de forma alguma que o outro discurso não tenha também seu valor, nem que seja como referência negativa. A melhor forma de evitar o retorno do nazismo é permitir que divulguem-no. Apagá-lo da história, censurá-lo, enfraquece a vigilância das próximas gerações.

Quem é você para decidir que o atual patamar cognitivo atingido pela sua estirpe é melhor que o anterior, ou ainda, melhor que o da estirpe alheia?

Os elementos do saber são fluidos, são dinâmicos. Os discursos se aprimoram, inegável, mas se aprimoram através do conflito. O conhecimento é a faísca em uma luta de espadas.

Quem sou eu para julgar suas opiniões e dar veredito certo? Não tenho essa pretensão, mas espero que aja da mesma forma para comigo.

Fundou-se um partido na Holanda chamado: “The Charity, Freedom and Diversity (NVD) party”. Muitos apelidam-no de “Partido dos Pedófilos”. Se interessarem-se, vejam reportagem da BBC a respeito:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/5038682.stm

A quase totalidade das pessoas apressa-se em considerar um absurdo a mera possibilidade de existência de tal partido. Afirmo com convicção: a questão não é tão simples assim.

Liberte-se de sua predisposição à arrogância, a qual se configurou no momento em que você deparou-se com esse fato que, aparentemente, vai contra todos os preceitos que sustentam sua forma de pensar.

Você tem todo o direito de discordar, de condenar, de exigir que o Estado aja contra a pedofilia. Mas o Estado só pode punir a ação. O Estado não tem a prerrogativa de punir opinião, pensamento, e nem mesmo intenção. A não ser que tenha início um curso de ação.

Atenção: a questão é dificílima! Induzir à ação é punível. Influenciar a opinião não deve sê-lo. Mas o discurso e a ação possuem relação de influência recíproca, então se influencia-se o discurso, induz-se à ação? Pois é, não tenho resposta ainda, mas sei que não necessariamente. Indução à ação difere-se de influência de opinião. Adiarei análise a respeito.

Porém o conhecimento, tanto melhor, a racionalidade é construída socialmente. Se possui-se o direito de pensar livremente, deve-se possuir o direito de livremente expressar-se. E assim é. A construção de discurso é livre, o que não é livre é a prática de ações execradas pelo Direito, essas devem ser punidas juntamente com aqueles que induziram à sua ocorrência. Mas nunca aqueles que simplesmente expressaram suas opiniões.

Uma das coisas que o “Partido dos Pedófilos” quer é tornar possível deliberação acerca do tema. Possuir representante no poder não significa necessariamente mudar o Direito. Tal processo demanda muito mais do que isso. Porém, a representação é direito das minorias. A presença de discurso minoritário na função legislativa, em qualquer de suas formas, implica trazer à discussão política uma linha de pensamento que lhe era estranha. Vetar-lhe o acesso é prejulgar, é impor sua forma de pensar a um pensamento oposto ao seu, sem antes dar-lhe o direito de defender-se.

Cito a BBC: “The party plans to push for a cut in the legal age for sexual relations to 12 from 16 and for legalisation of child pornography and sex with animals.”

Cito Walter Fanganiello Maierovitch: “A primeira meta do Partido político é apresentar projeto legislativo voltado a rebaixar para 12 anos de idade o consentimento para as relações sexuais. Em outras palavras, pretendem que uma criança de 12 anos possa aceitar um convite para se relacionar sexualmente com adultos.”

Como você, eu sou contra a relação sexual com menores de 16 anos. Mas quem sou eu para ter certeza de que estou certo a esse respeito? Quem sou eu para decidir se a idade correta para iniciação da vida sexual é 18 anos e não 17? Não nego-lhe direito à convicção. Mas peço-lhe que respeite a convicção dos outros e conceda-lhes ao menos o pensar, a liberdade de expressar-se, e até mesmo, de trazer ao debate político suas opiniões. Isso não implica que o Direito não possa vetar-lhes o ato de pedofilia. O Direito Penal vigente segue a sua linha de pensamento e pune os pedófilos. Mas esse mesmo Direito só possui legitimidade porque considera os dois lados da questão. Você só pode agir bem se considerar também a conduta oposta, de outra forma você só possuía opção. Que valor tem sua conduta então?

No passado, por costume, permitia-se casamento de jovens de 14 ou 13 anos com adultos. Quantas alianças não foram feitas assim? Para mim e para você a sociedade evolui, mas há quem considere que ela regrediu.

Basta considerá-los todos doentes mentais e negar-lhes o argumento a priori ?

Negar o debate é censura. A censura enfraquece o discurso vigente porque nega-lhe o conflito. Não há legitimidade sem liberdade de expressão. Controlar o pensamento é impossível e indesejável. A liberdade de pensamento é um fato. (AINDA BEM!) Porém não é absoluta, uma vez que a racionalidade é influenciável e alimentada empiricamente. O que não a torna determinável, muito pelo contrário.

Lembro-lhe também, que a tolerância não é absoluta. Ela não permite o ato intolerante. E não permite manifestação que ameace sua continuidade. Adio análise mais profunda.

Pense bem. Não deixe o orgulho embaçar sua visão. Quem é você?

Tolerância II

Arquivado em: 1 — Ribeiro Neto @ 2:59 am
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Desde Aristóteles, uma virtude, uma disposição de alma, só pode ser realmente averiguada sob real provação. A coragem é testada em batalha, sob risco de vida. A honestidade é testada quando falar a verdade pode trazer-lhe dano consideravelmente maior do que recorrer à mentira. A generosidade é testada quando se precisa daquilo que se compartilha.

A tolerância é testada em face daquilo que se despreza. Para Sponville a Tolerância não é o ideal. O ideal é o respeito. Mas na impossibilidade deste, contenta-se com a tolerância. A tolerância é o mínimo.

Abril 4, 2008

Tolerância

Arquivado em: livros — Ribeiro Neto @ 10:55 pm
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Já aviso que utilizarei o mesmo título diversas vezes no decorrer da vida deste blog. O tema é fascinante. Não tenho pretensões de dominá-lo, mas morro de vontade de discorrer sobre ele. Comte Sponville, em “Pequeno tratado das Grandes Virtudes”, diferencia tolerância de apatia. Estabelece de forma bastante didática a relatividade do preceito. A tolerância, para existir, não pode ser absoluta. Ser tolerante não é tudo tolerar. Tolerar-se-ia tudo, menos as reais ameaças à própria tolerância. Não ambiciono agora discutir a caracterização do intolerável, objeto sem contornos previsíveis, mas pensar o tolerar como qualidade, como ação, e por fim como disposição.

O próprio Sponville qualifica a tolerância como uma virtude. Mas o que define seus portadores? O que leva uma pessoa a ser possuidora de tal virtude e outra não? Em que difere-se o tolerante do intolerante?

Traçar os contornos de uma resposta a tal indagação não é tarefa simples.

É certo que a tolerância relaciona-se intimamente com o saber e o juízo, com o conhecimento e o valor. Porém, essa impressão pode levar um desavisado a hiperestimar tal relação. Há óbvia influência, mas não determinância entre esses elementos. A tolerância tem na verdade uma construção própria, autônoma(na medida em que os fenômenos cognitivos podem sê-lo).

Reparem que há intolerância também entre os cultos e entre os que buscam reger-se por condutas socialmente consideradas boas, os íntegros, os probos. Não importa de forma alguma, ao que quero demonstrar, a proporção com a qual ela se verifica entre esses. Concordo que o saber e a moral beneficiam a tolerância, mas nunca determinam sua existência.

O conhecimento relaciona-se intimamente com a tolerância, mas esta não é fruto daquele. A tolerância possui desenvolvimento autônomo. Iguala-se às outras virtudes na forma aristotélica de ser alcançada pelo indivíduo. É atingida pelo hábito, pela contrução paulatina de uma disposição de alma que torna o indivíduo apto a aplicá-la nas situações cotidianas.

O caminho para alcançar-se a tolerância não é uno. Concordo que ela está da mesma forma sujeita a formas de elaboração alheias à perspectiva do estagirita. Não obstante, a nuance sobre a qual discorri não pode ser ignorada. A tolerância deve adquirir importância especial para os que buscam obtê-la. À tolerância cabe a dedicação. Não basta investir em aprimorar-se nos demais campos da racionalidade e esperar adquiri-la por tabela, é preciso investir reiteradamente buscando habituar-se à linha de conduta específica.

Como disse, com essa análise não tenho a pretensão de abarcar a totalidade do conceito, mas reconhecer-lhe uma faceta pouco usual e pouco valorizada.

É necessário questionar-se sempre, mesmo acerca das virtudes que se julga já possuir. Ainda mais porque a todas faz-se necessário o aperfeiçoamento contínuo.

Março 29, 2008

Cuba, a derradeira vez…

Arquivado em: Geral — Diogo Domingues Carvalho @ 2:32 pm
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Que Cuba não tem importância real no mundo atualmente, todo mundo já sabe. Só alguns adolescentes utópicos (em níveis altamente prejudiciais) e tietes de Castro é que mantêm a ilusão de que aquilo representa algum modelo a se seguir. Outros casos que também prestam atenção à ilhota têm suas explicações.

Os Estados Unidos têm seus motivos para olhar para lá. Primeiro, o grande número de cubanos-americanos que habitam o país e que representam uma parte pequena do eleitorado. Segundo, a proximidade da ilha e o mercado que ela representa para os grandes agricultores americanos (principalmente da Florida), já que a ilha tem a necessidade básica de importação de alimentos. Por último, a ilha ainda é a pedra no sapato de Washington, a colônia de férias perdida para o principal oponente em 61, a democracia que ele não pode contestar com a força.

A ilha não representa ainda um bom mercado, seriam necessários anos (livres) para que o consumo no país atingisse níveis que atraíssem a produção internacional. Cuba tem uma população quase igual a de São Paulo capital e uma produção de riqueza menor que a metade da capital paulista.

Não afirmo que são justos os motivos para a atenção, ou falta dela, mas sinceramente, não veria outros. Entre países pobres e sem liberdade, Cuba não atrái tanto a visão internacional. Está certo que a censura lá é grande, já que o país tem como suas marcas o fato de ser a segunda maior prisão de jornalistas do mundo, ter tido o ditador que mais tempo esteve no poder e ser um dos poucos países colocados pela Reporters Sans Frontières no nível “Very Serious” na situação da liberdade de acesso a internet (nível baseado em assassinatos, prisões, liberdade de leitura e criação de sites, perseguição a jornalistas, censura a páginas de notícia, entre outros fatores).

Mas então vem a pergunta: por que infernos eu e alguns outros brasileiros adoram criticar aquela budega? Se não vale nada mesmo, para que isso?

Então… Querendo ou não, é um país onde várias liberdades que se encontram em muitos outros não existem. Não existem e se alguém expressa a vontade de tê-las, são reprimidos de diversas formas. Mas isso existe em vários lugares. O problema é ver aquele modelo de governo falido e autoritário sendo idolatrado por comunistinhas safados deste Brasil.

Mas não considero que nada vá mudar com o novo irmão Castro no governo. Há pouco tempo o atual presidente resolveu liberar a venda de certos eletrônicos à população, entre eles o computador pessoal. Não só isso, agora está permitida a compra de remédios em farmácias que não sejam as da sua região e já até se discute uma lei que dê certos direitos aos homossexuais. Ontem mesmo foi autorizado aos cubanos a compra de telefones celulares, algo que só era permitido a estrangeiros e certos oficiais. Isso certamente representa uma mudança, ainda que pequena. Mas se em pouco mais de um mês já começou algo, é de se esperar que coisas maiores venham. A razão dada por Raul Castro é que “atrás de cada proibição incorreta, se busca um grande número de ilegalidades”. Ele não poderia estar mais correto.

Mas ao se falar de Cuba, o problema é um pouquinho mais embaixo. No mesmo dia em que liberou a venda dos computadores, o blog de uma das chamadas “dissidentes virtuais” cubanas e outros blogs amigos foram censurados pelo governo. Formas de censura como essa são consideradas normais por cubanos. De acordo com um jornalista estrangeiro que passou alguns dias em Cuba para analisar a situação da internet no país, computadores de centros públicos, além de serem lerdos e terem uma conexão deplorável, tinham sistemas de reconhecimento de palavras “subversivas”. Isso, somado ao fato de se pedir documentos para o uso de computadores, pode não ser nada bom para os “subversivos” em si.

Portanto, e repetindo, considero que melhoras vêm ai (por lá)… até porque, é difícil piorar. Agora coloco uma pedra sobre esse assunto, já que chutar cachorro morto não tem muita graça.

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